E de repente o moleskine se tornou um mini diário, com carimbos, adesivos, recados e regalos. O caderno, antes feito para não se esquecer das ideias que não marcam hora, agora era uma lugar para se livrar delas. A limpeza dos armários sempre trazia uma nova anotação com cada pertence jogado fora. Como um bibliotecário do passado, precisava registrar tudo antes de se livrar. Abençoado seja o lixo da escrita e seu chorume de lágrimas contidas nos olhos de quem o lê.
Sacos e mais sacos, páginas e mais páginas... mas não pense que este não é um lixo seletivo. A gente só se livra daquilo que consideramos importante, por mais que não o seja para o desenvolvimento espiritual.
Uma lição aprendida com Castañeda: Escreva!
Terça-feira, Novembro 01, 2011
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